sábado, 9 de junho de 2007

The Sounds









E pronto, ao final do dia 1 do Oeiras Alive, depois de vistos e ouvidos ao vivo os suecos The Sounds, já havia quem dissesse que se podia ir para casa descansado, podendo até fechar-se as portas ao festival. Tudo muito verdade, e a verdade é que a banda de Maja Ivarsson pôs a um canto a prestação de bons rapazes como os Linkin Park (que pouco mais fizeram do que cumprir) ou os Pearl Jam (que se limitaram a oferecer ao público mais do mesmo, embora com entrega plena, é certo). Pena foi que aos The Sounds apenas tenham testemunhado cerca de uma centena de espectadores, relegados que foram para a Tenda no mesmo horário em que tocavam Eddie Vedder e os seus. Como não há bela sem senão, desfrutou-se de um concerto quase concedido em privado e com grande empatia entre músicos e público. Em palco as canções dos dois álbuns lançados até ao momento pela banda: o primeiro, «Living in America», de 2002, o segundo, o novíssimo «Dying to Say This to You». E em palco a energia imparável de Maja, Felix Rodriguez, Johan Bengtsson, Fedrik Nilsson e Jesper Anderberg, mostrando entrega total em hora e meia de concerto que, a deixar marcas, havia de cavar uma cratera no passeio marítimo de Algés, capaz mesmo de incomodar os sonos dos velhos do Restelo que, à mesma hora, se dedicavam a escutar as velhas canções dos Jam... Só isso se pode apontar à organização do Oeiras Alive!, o não terem posto os The Sounds a tocar para as estimadas quarenta e cinco mil pessoas que foram ao primeiro dia das hostilidades. Como a início disse, viemos para casa descansar e podíamos até não voltar que já nos dávamos por satisfeitos. Podíamos, não fossem hoje actuar pela primeira vez em Portugal os The White Stripes, de Jack e Meg White.

1 comentário:

rita_ts disse...

esta é sem dúvida a "estupida" verdade que constatamos nos nossos dias : valoriza-se o comercial, e esquece-se o que de bom se faz no campo musical, como se este fosse um el dorado. muitos dos artistas consagrados deitam-se à sombra da fama e do dinheiro alcançado noutros tempos, e squecem-se porque começaram a tocar/cantar. um conselho: bilhete para os the sounds nunca é dinheiro perdido !ao menos sei que a maja e cª sabem como fazer um bom espectáculo ! VIVA OS THE SOUNDS !!!