quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Deer Hirst, dear CCB

No Museu de Arte Contemporânea de Denver, USA, uma exposição do polémico Damien Hirst, onde, entre outras obras, se pode apreciar este 'estimulante', literariamente pensando, «Saint Sebastian, Exquisite Pain», de 2007. E isto faz-me pensar, e ter saudades, dos tempos em que o CCB ainda trazia até nós grandes exposições, dignas dos grandes museus internacionais... Deu nisto a Colecção Berardo; houve quem na altura tivesse avisado, agora xarope!
Do livro «O'Neillianas com a Devida Vânia»
in café veritas
diz a marquesa
ao chiado
esticando o dedo muito tesa
sobremesa, sobremesa
soufflé, soufflé!
diz o pedinte
chiando
esticando a mão com delicadeza
sob a mesa, sob a mesa
sofrê, sofrê!
diz a marquesa
ao chiado
esticando o dedo muito tesa
sobremesa, sobremesa
soufflé, soufflé!
diz o pedinte
chiando
esticando a mão com delicadeza
sob a mesa, sob a mesa
sofrê, sofrê!
Pedro Teixeira Neves
Histórias Fulminantes 95
Passando na rua frente a um espelho um homem viu nele reflectido um pássaro. Quando se voltou para observá-lo sem reflexos percebeu que, nessa fracção de segundos, ele desaparecera do céu. Desiludido, voltou-se de novo para o espelho e nesse momento o espelho nada reflectia.
O Problema de Deus
b. era grande, gordo
desajeitado com o corpo e com
as mãos
organista toda uma vida na mesma igreja
teve um filho
esse filho fez-se músico
teve um neto
esse neto fez-se músico
nunca, ninguém
tanto --
-- o coração de deus
deus esperou
esperou que ele fizesse o seu trabalho
deixou-o tocar e compor e
ter um filho e
um neto
depois levou-o
deus, às vezes dá tempo
outras
desajeitado com o corpo e com
as mãos
organista toda uma vida na mesma igreja
teve um filho
esse filho fez-se músico
teve um neto
esse neto fez-se músico
nunca, ninguém
tanto --
-- o coração de deus
deus esperou
esperou que ele fizesse o seu trabalho
deixou-o tocar e compor e
ter um filho e
um neto
depois levou-o
deus, às vezes dá tempo
outras
Frederico Mira George, «Caixa Negra», Ed. Quasi
Rawi Hage
Da Carochinha
E então estes tipos dos bancos que andaram durante meses a alardear lucros fenomenais estão agora a ser ajudados pelo Estado... E então os grandes gestores são afinal umas nulidades... E então o Governo vem agora com uma série de medidas com vista a aligeirar o aperto do cinto dos cidadãos... e então o cidadão pergunta: bom, se o fazem agora não o poderiam ter feito antes? pelos vistos era só uma questão de vontade... ou de falta dela?
1 de Abril, hoje? Como o tempo passa!
Leio nos jornais que Pedro Santana Lopes se vai recandidatar a presidente da CMLisboa.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
A pedido da Quarta Parede...
... escrevi o texto que no blog da dita associação se pode ler acerca do estado da imprensa cultural em Portugal. É o que poderão ler clicando em http://www.box.net/shared/7ljrzcnkoj.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Jerusalém às Tábuas no CCB

JERUSALÉM é a terceira incursão que O Bando, com direcção de João Brites, faz pela obra de Gonçalo M. Tavares. Este caminho começou por ser trilhado em 2005, juntamente com o Grupo de Teatro As Avozinhas, da Associação de Idosos de Palmela, criando, no contexto do Festival Internacional de Artes de Rua, o espectáculo OS HENRIQUES, a partir d’ «O Senhor Henri». A esta experiência seguiu-se uma outra na Escola Superior de Teatro e Cinema, onde Brites trabalhou o livro «Um Homem: Klaus Klump» com os seus alunos.
De 23 de Outubro a 2 de Novembro
Centro Cultural de Belém
terça-feira, 7 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Fico curioso e com vontade de lá estar
Cardoso Pires lembrado no CCB a 26 próximo

Leituras:
Das 14h30 às 16h15 - Sala Almada Negreiros – entrada livre até máximo da sua lotação
14h30: António Mega Ferreira
14h45: Inês Pedrosa
15h15: José Eduardo Agualusa
15h45: Mário de Carvalho
16h15: Lídia Jorge
Conferência:
17h15- Sala Almada Negreiros – entrada livre até máximo da sua lotação
João Lobo Antunes – “Memória e auto-ficção”
Filme:
18h30 - Sala Almada Negreiros – entrada livre até máximo da sua lotação
«O Delfim» - Realização Fernando Lopes
2002, 83’(Argumento de Vasco Pulido Valente, com Rogério Samora e Alexandra Lencastre)
Exposição:
Ilustrações de João Abel Manta para «O Dinossauro Excelentíssimo», (1972)
Foyer da Sala Almada Negreiros
Entrada Livre
MEC e eu armado em patriota ofendido ou não há pachorra para esta gente que há-de levar a presunção para a cova
Ouço o desaparecido MEC na TSF, à conversa com um Carlos Vaz Marques sempre de sorriso nas perguntas, e pasmo ante o pedantismo do entrevistado. Provavelmente será defeito meu, provavelmente todos terão achado o máximo as já habituais tiradas do Miguel, sempre muito directo, cheio de humor, sempre muito crítico para com o Portugal que o viu nascer. MEC está cada vez mais parecido com o Saramago, atira à esquerda e à direita, contra tudo e contra todos, e depois diz-se um conservador light, com a diferença de que o nosso Nobel se vai revelando também um comunista light. Eu não gosto destes génios ("sábio", no seu dizer de quem entrou nos cinquenta) que transpiram arrogância e se dizem melhores entre os melhores - MEC referiu, por exemplo, que tem uma arca cheia de coisas por publicar, segundo ele não publicadas porque, justamente, não são boas o suficiente... Em que ficamos? É ou não é genial o rapaz do laçarote? Disse depois que tem prioridades e não lê os escritores portugueses. Atenção, não lê, mas garante que não presta, tudo! À excepção de Agustina. Não lê, porque ainda lhe faltam os russos e alguns ingleses... Epá, ó Miguel, aos cinquenta anos já era tempo de acordar, isso é o mesmo que dizer que o nosso teatro não presta para nada, que os nossos músicos ou os nossos artistas plásticos não prestam para nada; mas alguém acredita nisso? É espantoso que um homem com esta idade (para mais, um "sábio") perca tempo e brio a dizer estas banalidades e com tamanha falta de originalidade, porque não deve haver um só português que não diga mal do seu país, como não haverá um albanês que o faça, um chinês que o faça, um húngaro que o faça, um italiano, etc. So fucking british!
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