segunda-feira, 18 de agosto de 2008
sábado, 16 de agosto de 2008
Kraftwerk - Tour De France
Sastre ganhou o Tour. Tenho saudades dos tempos do Joaquim Agostinho e do Chagas. Aqui os Kraftwerk em homenagem com excelentes imagens.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Artistas
Um taco teimava em espreitar por cima do soalho. Veio um homem lá a casa pôr a coisa em termos e rubricou a obra que podem ver. Entro eu e pergunto-me: «Mas, o Cabrita Reis veio cá ou a Amparo comprou um Cabrita e plantou-o no meio da sala?...» Nem uma, nem outra: tinha sido o artista Bento, o senhor Bento. Pois não foi surpresa que bastasse, aparece depois o artista Abel e propõe nova releitura da obra. Um esmero! Ora comparem com um Cabrita original (preto e branco) e registado que fui buscar a um álbum do nosso consagrado 'plástico'.
domingo, 27 de julho de 2008
Silence Photos - Lucia Ganieva





O designer de moda Christian Lacroix foi o comissário da mais recente dição dos encontros de fotografia de Arles. Entre as propostas de exposições que propôs, a descoberta da fotógrafa Lucia Ganieva, com uma série chamada «Iron Mules» (meio de transporte típico numa remota povoação russa). A conhecer mais em www.luciaganieva.comquarta-feira, 23 de julho de 2008
Herr Roupinho no Tour
















Ontem, na incrível etapa da Volta à França, um ciclista alemão saiu da estrada caindo montanha abaixo. Parecia o Dom Fuas Roupinho a cavalo da sua bicicleta. Tenho desde sempre uma paixão pela Volta a França. Era um dos meus sonhos desportistas, ser ciclista. Penso que nesse desejo encontro raízes genéticas. Vou procurar uma certa fotografia para disso dar conta... (fotos do Boston Globe e de fotógrafos da Magnum - Robert Capa/ Kohn Vink/ Martine Franck).
Histórias Fulminantes 95
Chegara o Verão e os dias quentes em que apetece sair e ir a banhos. O Senhor K. já não suportava o calor em casa e ardia de desejos por uma escapadela. Mas não queria um lugar qualquer: não queria as praias brasileiras; não queria as Antilhas; não queria Bazaruto; não queria a Riviera francesa; não queria os paradisíacos destinos asiáticos; não queria, em suma, os destinos-postal que as agências de viagem vendiam em pacote. Não, o Senhor K. queria um lugar especial, queria... queria... queria, afinal, um lugar comum e por isso acabou por não sair de casa, baixando apenas os estores para ver se o ambiente refrescava.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Susana Paiva - Depois da «Suite Egípcia»
A Susana Paiva anda a tirar um curso de Papa, ou de Tiago Salazar; ora se encontra em Paris como tão depressa em Coimbra, ora em Londres ora logo em... Montemor-o-Velho, onde, por ocasião do festival de teatro que ali tem lugar nos dias que correm, fez as excelentes fotos que podem ser vistas aqui: http://homepage.mac.com/mariacerdeira/Gatoeiro_warehouse/index.html
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Histórias Fulminantes 94
O Senhor K. perdera-o de vista desde os tempos de faculdade e nunca mais o vira. Agora, reencontrando-o por acaso na rua, viu que ele tinha perdido a vista e por isso passara por ele sem o cumprimentar.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Histórias Fulminantes 93
Era uma vitamina do complexo B. Mas isso era só por fora. Quando começaram a viver juntos é que ele se deu conta de quanto ela era complexada. O Senhor K. sorriu.
Outros Silêncios
O silêncio das prateleiras sem livros. O silêncio da casa sem livros. O silêncio da noite dentro do silêncio da ausência dos livros. O silêncio dos livros silenciados dentro dos caixotes.
terça-feira, 1 de julho de 2008
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Histórias Fulminantes 92
Nas procissões em devoção à Virgem havia polícias por todo o lado. Houve quem se queixasse que era demais, mas houve logo quem discordasse e lembrasse o episódio do ano anterior quando na procissão a Nossa Senhora de Fátima se intrometeu um fanático xiita disfarçado de Nossa Senhora de Fatwa. O Senhor K. benzeu-se.
Novo Salazar

O maior trotamundos que já conheci, por ironias da história de sua graça Salazar, embora não Oliveira, vai lançar segundo tomo (ora toma) de crónicas no mercado nacional. Só parece é que o livro é da autoria de Miguel Sousa Tavares (autor, sim, do prefácio) e não do rapaz Salazar; oficinices de marketing, está de ver... que caia nas boas graças dos leitores eis o que se deseja. o lançamento é já no próximo dia 9, na fnac chiado, pelo fim da tarde e conta com apresentação de Baptista Bastos. Ora, é o bastante para se dar lá um pulo.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Histórias Fulminantes 91
Era água corrente, foi, por conseguinte, natural que quando inundou a casa a tivesse transformado numa prisão. O Senhor K. arrepiou-se.
Prosema a um país merencório ou «dar de mamar tristeza aos filhos»
A propósito do humor ou do não-humor enquanto presença na literatura portuguesa, troco conversa emailográfica com Onésimo Teotónio de Almeida, nos States. E envia-me ele um notável poema sobre este lado obscuro e melancólico de ser das letras lusas. Publico o seu início, pedindo licença ao seu dono e retendo sobretudo a brilhante imagem «dar de mamar tristeza aos filhos»:
Prosema a um país merencório
Num pub em Cork um irlandês de rosto triste quis saber se Portugal era melancólico como parecia pergunta ad nauseam ouvida Europa e mundo fora Eu nunca sei bem como explicar esse raio de mistério misterioso do país do sol e mar azul de abraço mediterratlântico logo no berço dar de mamar tristeza aos filhos como se vivessem sob os céus cinzentos da Europa nortenha no longo inverno gelados no frio branco e os rodeasse um mar frígido cor de nuvens Reinventou António Sérgio a roda quando entendeu serem os nossos vates de antanho albergues de melancolia penumbra e mágoa por conta talvez da coita amorosa e de no palor das brumas se arrepiarem com os uivos da ventania pelas solidões nocturnas mundo e alma sobrevoada de medo torvo das emanações do sombrio Basta em relance desfolhar páginas roxas pois já Cesário dissera nas nossas ruas ao anoitecer há tal soturnidade há tal melancolia que as sombras o bulício o Tejo a maresia despertam-me um desejo absurdo de sofrer e é como se todos os dias fossem aqueles domingos terríveis de passar de Alexandre O'Neill o país todo nau dos corvos nau parada de pedra que tanto navega e há tanto está no mar sem nunca ao porto chegar de Ruy Belo ou o de Melo e Castro naquele fragmento de um mapa do lirismo português onde lágrima -lá rima com ama sobra um g de gosto tem um ri de riso amargo onde amar é gosto gasto E mil poetas rimaram com o Mário Sá-Carneiro do nada me expira já nada me vive nem a tristeza nem as horas belas de as não ter e de nunca vir a tê-las fartou-me até as coisas que não tive e com Reinaldo Ferreira contente nunca estou feliz não sei se existe alguém ou neste ou noutro mundo...»
Prosema a um país merencório
Num pub em Cork um irlandês de rosto triste quis saber se Portugal era melancólico como parecia pergunta ad nauseam ouvida Europa e mundo fora Eu nunca sei bem como explicar esse raio de mistério misterioso do país do sol e mar azul de abraço mediterratlântico logo no berço dar de mamar tristeza aos filhos como se vivessem sob os céus cinzentos da Europa nortenha no longo inverno gelados no frio branco e os rodeasse um mar frígido cor de nuvens Reinventou António Sérgio a roda quando entendeu serem os nossos vates de antanho albergues de melancolia penumbra e mágoa por conta talvez da coita amorosa e de no palor das brumas se arrepiarem com os uivos da ventania pelas solidões nocturnas mundo e alma sobrevoada de medo torvo das emanações do sombrio Basta em relance desfolhar páginas roxas pois já Cesário dissera nas nossas ruas ao anoitecer há tal soturnidade há tal melancolia que as sombras o bulício o Tejo a maresia despertam-me um desejo absurdo de sofrer e é como se todos os dias fossem aqueles domingos terríveis de passar de Alexandre O'Neill o país todo nau dos corvos nau parada de pedra que tanto navega e há tanto está no mar sem nunca ao porto chegar de Ruy Belo ou o de Melo e Castro naquele fragmento de um mapa do lirismo português onde lágrima -lá rima com ama sobra um g de gosto tem um ri de riso amargo onde amar é gosto gasto E mil poetas rimaram com o Mário Sá-Carneiro do nada me expira já nada me vive nem a tristeza nem as horas belas de as não ter e de nunca vir a tê-las fartou-me até as coisas que não tive e com Reinaldo Ferreira contente nunca estou feliz não sei se existe alguém ou neste ou noutro mundo...»
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Outros Silêncios
Mulheres cujos sorrisos escondem silêncios debaixo do olhar, abaixo do sangue, no dentro da pele. Filhos que adormecem por entre o silêncio dos dedos das suas mães. O silêncio do olhar quando enfrenta a rendição. O silêncio em chamas dos incêndios. O silêncio aceso nos olhos de dois inimigos frente a frente. As imperfeições e as impurezas do silêncio pairando no ar. O que resta do silêncio que deixamos por entre as dobras dos lençóis. O silêncio dos insectos nas crostas do verão. O silêncio sussurrando a sua solidão. O silêncio de uma mordaça de aço. O silêncio como sombra que o peito vai recolhendo. O silêncio enquanto lugar da mentira. O silêncio à voz da neve, ao ouvido das águas. O silêncio por entre as hortências junto às ruínas. O silêncio dos namorados aquando do reconhecimento dos cheiros. O silêncio dos frutos desfeitos depois da queda. O silêncio maduro do irremediável. O silêncio do Inverno que te arrefece o peito e faz morada no mais secreto das memórias. O silêncio das coisas sem nome. O silêncio desfeito em cacos. O silêncio que o espelho reflecte em certas manhãs. O silêncio da idade quando se acende nos corpos. O silêncio nocturno das cidades quando os camiões do lixo dobram o fim da rua. O silêncio das palavras nos teus lábios de água. O silêncio de partires sem te despedires do coração. O silêncio líquido das lágrimas que percorrem o abismo da tua ausência. O silêncio em cinzas sobre a terra queimada. O silêncio vivo no coração da alegria. A delicadeza do silêncio no passar do cisne. O táctil silêncio da escrita braille. O silêncio misterioso do nascimento e da morte das nuvens. O silêncio do povo ante o rei decapitado. O silêncio subserviente do povo perante o novo rei. O silêncio vítreo nos olhos do enforcado. O silêncio caindo as mãos, maduro, em polpa. O silêncio quase parado das procissões fúnebres. O silêncio extasiado diante do Belo e do Intemporal. A anatomia do silêncio quando ao comprido aguradando a dissecação. O contrato de silêncio entre os talheres e a toalha de renda branca em ocasiões especiais. O silêncio arrastado dos fantasmas quando pela manhã recolhem aos seus quartos. O silêncio como raiz de todos os medos. O silêncio dos sonhos de um surdo. O silêncio quando no teu peito vêm sossegar os pássaros. O silêncio percorrido dedo a dedo na linha da tua pele. O silêncio debruado a silêncios. O silêncio articulado das grandes engrenagens e dos planetas. Uma máquina de calcular silêncios. O silêncio gasto de tanto ver-se de um velho fabricante de espelhos. O silêncio oculto dos sentimentos desconhecidos. O secreto silêncio das secretas. O silêncio fóssil dos coleccionadores de fósseis. O silêncio calculado das negociações com terroristas. O silêncio maior da morte. O silêncio por vezes discutível de deus. O silêncio dos cretinos que discursam, discursam, discursam. O preciso silêncio das mãos arrancando os caules à terra. O silêncio dos oráculos fazendo seus cálculos. O redondo silêncio das coroas de flores. O pesado silêncio de velhos soldadinhos de chumbo. O silêncio enquanto pó sobre a mesa lá de casa. O doméstico e domesticado silêncio das mulheres.
O Problema dos Domingos
«Um domingo, no parque das imediações do Georgenäum, Hermann saltou para dentro da enorme fonte de pedra, imitando-o e, se a sua vizinha não andasse por ali, ter-se-ia afogado. Desde então, são amigos de Frau Ana.»
Eduardo Halfon, «O Anjo Literário», Cavalo de Ferro
Histórias Fulminantes 90
O Senhor K. achou que já não tinha nada a perder. A partir daí tudo o que encontrasse seria ganho. Porém, quando encontrou a morte pela frente, duvidou dessa verdade tão simples e evidente.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
domingo, 15 de junho de 2008
O Problema dos Domingos
«Interrogado pelo Expresso, o relator do inquérito admitiu uma quebra de fiéis nas missas de domingo compensada pela 'purificação', ou o aumento da qualidade, dos participantes...»
Frei Bento Domingues, «Público», 15 de Junho 2008
sexta-feira, 13 de junho de 2008
O Problema dos Domingos
«Triste é comprar castanhas depois da tourada entre o fumo e o domingo na tarde de Novembro e ter como futuro o asfalto e muita gente.»
Ruy Belo, «O Problema da Habitação»
quarta-feira, 11 de junho de 2008
O país segue dentro de momentos
o governo aconselha a escrita de poemas a duas mãos
o governo avisa que não pactuará com piquetes contra a poesia
os poetas por conta própria estão a paralizar o país
polícias investem contra poetas que querem impedir outros poetas de escrever
um poeta veio a falecer quando tentava escrever um poema
senão for abastecido de livros o país poderá ficar sem poemas já amanhã
poetas e versos já escasseiam na grande lisboa
reunião decisiva entre poetas e governo para decidir o fim da paralização
nos piquetes poéticos os ânimos têm-se exaltado (o que promete grandes versos futuros)
o país quase estagna devido ao aumento do livro de poesia
o presidente da república não sabe ler o problema
à cautela já há quem compre cinco a seis livros de poemas para o que der e vier
os poetas não admitem um preço do livro aqui e outro acolá
os poetas reclamam o verso profissional
filas com três quilómetros à entrada das livrarias um pouco de norte a sul do país
vale que o país se esquece
nos golos de deco e pepe
há quem admita recorrer à deco
há quem culpe a opep
o governo avisa que não pactuará com piquetes contra a poesia
os poetas por conta própria estão a paralizar o país
polícias investem contra poetas que querem impedir outros poetas de escrever
um poeta veio a falecer quando tentava escrever um poema
senão for abastecido de livros o país poderá ficar sem poemas já amanhã
poetas e versos já escasseiam na grande lisboa
reunião decisiva entre poetas e governo para decidir o fim da paralização
nos piquetes poéticos os ânimos têm-se exaltado (o que promete grandes versos futuros)
o país quase estagna devido ao aumento do livro de poesia
o presidente da república não sabe ler o problema
à cautela já há quem compre cinco a seis livros de poemas para o que der e vier
os poetas não admitem um preço do livro aqui e outro acolá
os poetas reclamam o verso profissional
filas com três quilómetros à entrada das livrarias um pouco de norte a sul do país
vale que o país se esquece
nos golos de deco e pepe
há quem admita recorrer à deco
há quem culpe a opep
Goleadas numerosas
Vivemos mesmo em tempo de vacas magras: os comentadores de futebol falam em goleadas quando se vence por três a zero, a associação de famílias numerosas faz-me saber que a partir de três filhos já se considera a família como tal...
Arte!
Pois ontem, na televisão, vi uns artistas residentes em Berlim e tal e tal e muito conceptuais e tal e tal, e muito incompreendidos e tal e tal, e foi também para eles que escrevi o meu «Sorriso de Mona Lisa» e tal e tal... Pois em matéria de arte espreitem:
http://www.youtube.com/watch?v=uuGaqLT-gO4
http://www.youtube.com/watch?v=uuGaqLT-gO4
terça-feira, 10 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
À conversa com Zeferino Coelho
«Já fui uma vez a Oslo, espero ir outra vez...»; isto em conversa sobre...
O Problema dos Domingos
«Mas hoje não, hoje não morra que é domingo... Sidónio sabe da rotina de Bartolomeu: Domingo é dia de janela...»
Mia Couto, «Venenos de Deus, Remédios do Diabo», Caminho
Mia Couto
Uma frase bonita do novo romance de Mia Couto: «A velhice é assim, faz noite a qualquer hora.»
Leituras Silenciosas - Mia Couto
«Venenos de Deus, Remédios do Diabo», já vos falei de raspão do novo romance de Mia Couto: um excepcional enredo em torno de um médico português por terras africanas atrás das saias de uma médica mulata conhecida num encontro de médicos em Portugal. Humor desconcertante, diálogos de se lhes tirar o chapéu, e sempre a mesma reinvenção do português no que é a mais avisada evidência de que qualquer ideia de um acordo ortográfico é um perfeito disparate. (P.S. Na foto, eu, André Sant'Anna e Mia Couto, numa escola da Póvoa de Varzim)
domingo, 8 de junho de 2008
Leituras Silenciosas - Leão Tolstoi
«- Nikita!
- Estou bem, sinto agora calor... - respondeu a voz de Nikita por baixo de Vassili Andréitch.
- Sim, irmão, sim... Eu vi a morte diante de mim. Tu estiveste quase a morrer de frio e eu também. - Mas as maxilas puseram-se-lhe de novo a tremer e os olhos encheram-se-lhe de lágrimas. Não pôde continuar.»
Ou a redenção do homem perante o confronto com a morte, segundo Leão Tolstoi (é assim mesmo a tradução adiantada), Leão em «Senhor e Servo», breve novel que a Europa-América acaba de editar nos seus livros de bolso. Com uma capa muito bonita.
- Estou bem, sinto agora calor... - respondeu a voz de Nikita por baixo de Vassili Andréitch.
- Sim, irmão, sim... Eu vi a morte diante de mim. Tu estiveste quase a morrer de frio e eu também. - Mas as maxilas puseram-se-lhe de novo a tremer e os olhos encheram-se-lhe de lágrimas. Não pôde continuar.»
Ou a redenção do homem perante o confronto com a morte, segundo Leão Tolstoi (é assim mesmo a tradução adiantada), Leão em «Senhor e Servo», breve novel que a Europa-América acaba de editar nos seus livros de bolso. Com uma capa muito bonita.
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