sábado, 18 de agosto de 2007
Mulheres e milheiral
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Histórias Fulminantes 23
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Ainda as coelhinhas
Bugs Berto
Ora Bolas!
Essa é que era bem sacada
Sémen e Kova, não sei se estão a ver?...
Lapsos Renae
Ora Bolas!
E a Ministra da Cultura, alguém sabe se foi ao estádio? E ministros e secretários de Estado, quantos foram à Luz? Ou ficaram em casa a ler Torga?
E diz, inteligente, o comentador da SIC: «Rematando à baliza, Rui Costa tem mais possibilidades de marcar.»
Todos os comentadores vão hoje para casa sonhar com o fantástico conceito das «linhas de passe».
Freddy Adu!? Adonde?
E Berardo? Estou convencido que vai lançar uma OPA sobre o Costa. E vai-se a ver até já são amigos do peito... O pior vai ser quando o mestre Costa souber que o comendador o quer comprar para o juntar à sua colecção...
Mas, o Santos sabe falar inglês?
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Outros Silêncios
que as vozes se encaminham...»
Biblioteca

quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Borg vs Alexandre Andrade

Outros Silêncios
são palavras
ou veios de papel?»
Cesariny relançado
Ironias Salazarentas
Erva
Histórias Fulminantes 23
Outros Silêncios
o sol dançava entre os dedos
as rosas perturbavam o tempo.»
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Ora Bolas!
Outros Silêncios
Andava devagar e escuro - meio formado em
silêncio.»
«Porém, vendo o Homem
que as moscas não davam conta de iluminar o
silêncio das coisas anónimas -
passaram essa tarefa para os poetas.»
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Gira-Discos - The Bongos

O sucesso!
Eu escritor, obviamente demito-me!
Ora Bolas!
domingo, 5 de agosto de 2007
Histórias Fulminantes 22
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Gira-Discos
Histórias Fulminantes 21
Outros Silêncios
E a palavra levanta-se ondula e cai
E é uma longa ferida e um silêncio cristalino»
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Histórias Fulminantes 20
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Doping
francamente
da volta à frança
não gosto
francamente
de com o final
da volta à frança
voltar
invariavelmente
a pedalar
o ar
de lisboa
Ditos treslidos
é de coiro - aprendeu
a golpe de chibatadas
o preso que se recusou
a delatar os seus companheiros
Anomalias - Conto a conta-gotas - Fim
Prédios de má fama
Quando o homem que chorava por não ter aberto a porta ao amor, quando este lhe bateu à porta, reuniu dinheiro suficiente, mercê da sua mediatização televisiva e colunas de opinião pagas a peso de ouro, deixou o apartamento do prédio onde morava. Mudou-se então para um condomínio privado e passou a abastecer com as suas lágrimas ininterruptas, diluvianas, a piscina respectiva. Não era, contudo, feliz, porque se é bem certo que ter dinheiro dá muito jeito, a verdade é que não abrir a porta ao amor é muito mais grave do que não abri-la à sorte grande. Por sorte, no seu caso, o não ter aberto a porta ao amor foi como se tivesse aberto a porta à sorte grande. Não é assim tão complicado. Complicada, tornou-se, alguns meses depois, a vida do senhor do 7º, que, tendo já decorrido algum tempo, continuava a não pagar rendas e, encostado à parede pelos vizinhos condóminos, viu-se na circunstância de ter de aceitar a administração do condomínio. É claro que não aguentou e desta é que foi, ou melhor, se foi: mandou-se em voo livre. Era demais para um prédio que já tinha tanta má fama e publicidade; tremeu nos alicerces e ruiu acabando com a história.
domingo, 29 de julho de 2007
Anomalias - Conto a conta-gotas
XIX.
Presidente honorário (mas sem honorários)
No prédio do senhor do 7º, o que tinha ameaçado suicidar-se por causa da chinfrineira do homem que continuava a chorar por não ter aberto a porta ao amor, e que só não se suicidou por lhe tinham desculpado as rendas de condomínio em atraso, todos tinham ficado boquiabertos com a notícia do triplo assassinato, porque todos de imediato reconheceram a cara da Dona Sandra, a menina do prédio ali ao lado, aquela que, afinal, como vieram a saber, era a dona do tal cão que tinha sido abandonado, depois apedrejado até à morte por miudagem de má rês e, por fim, lançado no fundo do poço a que, em tempos, chamavam dos desejos. A verdade é que o choque não foi maior do que quando todos souberam que Sandra, afinal, era a dona do Bones, o pobre do cão que, abandonado por troca com umas férias-de-trabalho no Algarve, arriscou ladrar à solidão e foi morto, facto em consequência do qual resultou o tal cheiro estranho e pestilento que durante alguns dias alarmou e intrigou a vizinhança a ponto de ter surgido nos elevadores uma missiva em papel A4 pedindo a todos os condóminos que verificassem se nas suas arrecadações não estaria algum animal morto ou outra qualquer «anomalia» – foi o termo utilizado. Como o choque não foi maior, porque abandonar um cão é coisa que não se faz, o único comentário que se ouviu, da boca do senhor Azevedo, que por acaso até era presidente honorário (mas sem honorários) da mesa da assembleia financeira do Clube Português de Canicultura foi: «Puta que a pariu, cá se fazem cá se pagam.» O senhor Azevedo, já nos esquecíamos de dizer, era também o dono do Misha – um homem amargurado, portanto, desde que o seu gato desaparecera sem se dignar telefonar-lhe.
Quando o homem que chorava por não ter aberto a porta ao amor... ... Mudou-se então para um condomínio privado... ... Por sorte, no seu caso, o não ter aberto a porta ao amor foi como se tivesse aberto a porta à sorte grande...
sábado, 28 de julho de 2007
E agora, para um momento poético
em ponto de rebuçado
e os homens crianças
disputando apenas o chupa
chupa à boa vontade
de um deus descontraindo
em férias na noite
de todas as esplanadas
rente ao mar do Verão
sexta-feira, 27 de julho de 2007
E se...
Anomalias - Conto a conta-gotas
XVIII.
A morte da esposa antes do Jorge Gabriel
O Alves soube da morte da esposa pelos noticiários televisivos. Foi mesmo quando estava prestes a mudar o canal para ouvir os comentários do Jorge Gabriel que a voz da locutora lhe prendeu a atenção ao falar num triplo assassinato em Lisboa. A verdade é que as mortes de Juliana e de Sandra (bem analisada a história, apenas porque falavam e falaram demais) apenas tiveram eco porque a elas se sucedeu, cronologicamente, a morte do homem de fato cinzento. Sim, porque a morte de um homem que veste fato cinzento, que se faz deslocar num BMW série 7, tem lugar reservado na garagem, pisca o olho às secretárias, passa horas na Internet a jogar póquer e ver miúdas, conversa sobre bola entre amena cavaqueira futebolística ao fim da tarde, e, sobretudo, é um empresário bem sucedido numa nova área de negócios tão prometedora como a da venda de Silêncio, é claro que essa morte é sempre mais relevante do que morte, ainda que tão brutal, de meros funcionários anónimos do sistema. No caso concreto, e como as três mortes estavam relacionadas, pelo menos assim logo a Polícia o deduziu, verificando o calibre das munições utilizadas, quer o homem de fato cinzento, quer Juliana e Sandra, tiveram direito aos seus famosos quinze minutos de estrelato televisivo – pena é que não estivessem vivos para assistir... «Foda-se!», disse o Alves. E sorriu com a sorte que tivera! «E não é que foi outro cabrão qualquer a sujar as mãos, poupando-me ao trabalho!», comentou, logo, logo carregando no botão do comendo televisivo a ver se ainda apanhava os comentários do Gabriel. Alves estava feliz, mesmo que desconhecendo que enviuvava cornudo, mesmo ignorando o balúrdio que iria ter de gastar com o enterro da Juliana.
Cenas da próxima gota:
terça-feira, 24 de julho de 2007
Outros Silêncios
Anomalias - Conto a conta-gotas
Abílio confere a cor do fato
Se há coisa de que malandro não gosta é de ser ludibriado por malandro. Abílio, homem à antiga, educado na base do ou respeita ou se mata, não esteve com meias medidas. Comprou uma pistola com silenciador e começou a limpeza. Juliana foi a primeira vítima, mas só depois de obrigada a contar a quem tinha passado a informação sobre a qual jurara silêncio. Passo seguinte, Abílio pegou no seu velhinho Fiat 124, agora em versão Tunning, e dirigiu-se à empresa onde Juliana trabalhava. Juliana, Sandra e o homem de fato cinzento. Entrou, disse ao porteiro que ia levar uma carta ao Senhor Doutor – «Aquele, o de fato cinzento? – «Esse mesmo!» –, subiu, tocou à campainha e entrou. Sandra nem teve tempo para perceber quem ele era, o que queria e ao que vinha. Levou um balázio no meio da testa e caiu no chão. Um Abílio furioso, podemos garanti-lo, é uma das piores coisas que pode acontecer a alguém. Senão vejam, com um pontapé na porta do gabinete do homem de fato cinzento, Abílio entra de rompante, confere a cor do fato, dá uma espreitadela ao site de miúdas que estava linkado na Net e, acto contínuo, desfere mais um tiro certeiro na testa do homem de fato cinzento que estava mais branco do que um rato branco. Com a calma que assiste aos assassinos, Abílio foi-se embora não sem antes agarrar na chave do BM. Algum proveito havia de tirar da cornatura. Nunca tinha entrado numa máquina daquelas. Acelerou a fundo e desapareceu. Pensa-se que fugiu para Espanha, onde, julgava, havia boas possibilidades de o seu negócio vingar e onde talvez ainda ninguém se tivesse lembrado da ideia.
Cenas da próxima gota:
O Alves soube da morte da esposa pelos noticiários televisivos... ... «Foda-se!», disse o Alves. E sorriu com a sorte que tivera!... ... Alves estava feliz, mesmo que desconhecendo que enviuvava cornudo...




