










o homem, a fera e o insecto à sombra delas
Envelheçamos rindo! Envelheçamos











XIV.
Prestes a conseguir um Royal Flush
O homem de fato cinzento é, na verdade, um rato de negócios. A vida, para ele, é-lhe ensinado desde os primeiros passos e desde as primeiras palavras, é uma grande armadilha; uma espécie de gigantesco restaurante onde os homens, em economia livre, se comem todos uns aos outros. Metaforicamente, claro está. Ora, este nosso homem de fato cinzento (e o cinzento dos seus fatos talvez tenha, no fundo, que ver com a cor dos roedores citados) é um rato maior e mais inteligente que os seus pares. Para alguma coisa também terá, de resto, servido tanto empenho e investimento dos seus progenitores nos seus estudos. E já se começa a perceber o porquê do BMW e outras coisas. Não admira, pois, que este nosso homem de fato cinzento, ao ouvir a história que Sandra lhe contava, sobre a ideia de negócio do tal de Abílio, ao que parece o amante da Juliana, tenha no imediato arrebitado as orelhas, sinal de que lhe cheirara a dinheirola. O mundo é cruel, fraca gente tem muitas vezes fortes ideias, mas é a forte gente que delas vem a tirar lucro e proveito. Antes que o Abílio desse passo na concretização dos seus intentos, já o nosso homem de fato cinzento tinha saído mais cedo do escritório, tinha deixado um póquer a meio, quando estava prestes a conseguir um Royal Flush, e se dirigia ao Registo Nacional de Propriedade Industrial, registando o seu negócio de venda de silêncio. Satisfeito com a sua sagacidade e rapidez de actuação, saiu do edifício triunfante, entrou no BMW que deixara mal estacionado em cima do passeio, e dirigiu-se a uma loja de placas e placards e coisas afins pedindo uma placa em amarelo doirado dizendo: «O Silêncio é de Oiro».
Cenas da próxima gota:
XIII.
Uma posição a defender
Creio que já o aventámos. O homem de fato cinzento não é por acaso que veste fato cinzento. Digamos que ele tem uma posição e uma imagem a defender. Quais?... Claro, a posição de Doutor. Nas ruas, nos bares, nos cafés, nos cinemas, nos casinos, ninguém sabe o que ele faz. É Doutor. Ponto final. E ser Doutor nos dias que passam é importante, é ter uma imagem a defender, justamente, a imagem de homem de fato cinzento, de preferência fazendo-se deslocar num BMW topo de gama. Na sua vida, tudo, de resto, é de topo: comida, bebida, viagens, roupa, equipamento electrónico, tudo. A questão é, como se chega a homem de fato cinzento? A resposta não é fácil, mas há algumas pistas que permitem ao bom observador reconhecer um potencial futuro homem de fato cinzento logo nos primeiros anos de vida. Como, por exemplo, a T-Shirt de marca às riscas, a risca no cabelo sempre direitinha, jamais pisar o risco em termos de comportamento... Enfim, já se vê, uma vida riscada logo de início. É como se tudo já estivesse nele programado à nascença. Estão a ver a sua mãe, ainda de esperanças: «O meu filho vai ser um homem de fato cinzento»! Ou então o pai, olhando a sua colecção de gravatas: «Um dia, o meu filho há-de ser um belo homem de fato cinzento e há-de querer usar todas estas gravatas às riscas.» Depois, a vida faz o homem de fato cinzento, boa escola, boa vida, boa cunha, boa empresa. Tudo a direito, rumo ao lugar reservado na garagem do prédio de escritórios. Nestas vidas, dos homens de fato cinzento, não há como se enganar. Um dos fundamentos básicos da aprendizagem dos homens de fato cinzento é nunca desaproveitar uma boa ocasião. A ocasião faz o negócio, mesmo se também signifique dar a conhecer o ladrão. Como foi no caso deste nosso homem de fato cinzento, o do BM, do lugar na garagem, da piscadela de olho a Sandra, da Internet, tal, tal, tal.
Cenas da próxima gota:
O homem de fato cinzento é, na verdade, um rato de negócios... ... E já se começa a perceber o porquê do BMW e outras coisas... ... uma placa em amarelo doirado dizendo: «O Silêncio é de Oiro»...
XII.
Troca por troca
Entretanto, os cornos do Alves cresciam em silêncio. O que daria um outro CD, pensando bem, mas baixinho, não vá alguém roubar-nos a ideia. Alguém mais esperto, estão a ver, da laia dos malandros mais inteligentes, estão a ver, como há pouco atrás se disse. Talvez «O Silêncio dos Cornudos». Entretanto: «Estes Alves são uns bivalves...», gracejava Abílio ao ouvido de Juliana. E «silêncio» sobre tudo isto, pediu-lhe, esquecendo a laia da «peça» em tinha em mãos. O silêncio, como toda a gente sabe, é a alma do negócio, mas para este negócio era, sobretudo, também precisa muita calma. Coisa cujo significado Juliana desconhecia em absoluto. Assim, no dia seguinte, no escritório onde trabalhava o homem de fato cinzento, a nova cara-metade de Sandra, aquela que acreditava em coincidências, contou tudo à amiga. Foi, no seu entender, uma espécie de paga; toma lá esta história em troca daquela que ontem me contaste. Sandra ficou em pulgas, mesmo já não tendo o Bones em casa. E de pele arrepiada foi contar tudo ao homem de fato cinzento que, por acaso, sendo nove horas, acabara de chegar, estacionara o seu BMW série 7 no seu lugar reservado na garagem, e subira ao escritório onde já se encontrava à frente do computador desfiando as primeiras páginas dos desportivos, após o que se ligaria ao site do póquer, para depois «espreitar umas miúdas», ou umas «pitas», como a meio da tarde, fumando um cigarro no hall comum do prédio, gostava de dizer.
XI.
O silêncio é possível, fale connosco
Se bem o pensou, melhor o fez. E do tapete se levantou, qual boxeur que reencontrasse forças no fundo do nada para se reerguer e levar o mundo ao tapete. Calado que nem um rato, como convém ao negociante da área, logo tratou de arranjar nome para a empresa. «O Silêncio é de Oiro» pareceu-lhe apropriado. Como frases promocionais de lançamento do produto surgiram-lhe várias hipóteses: «Se não tem nada para dizer, cale-se para sempre!»; «Cansado do mundo? Ouça o silêncio que temos para si.»; «Há quanto tempo não se cala?» (este pensado especialmente para comentadores televisivos); «Procura silêncio? Ouça o que temos para si.»; ou então «O Silêncio é possível, fale connosco, baixinho!» A partir daí, Abílio deixou correr a imaginação, pensou em públicos e pensou em dirigir-lhes o seu produto. Para um público católico, venderia o CD «Silêncio de Catedrais» (gravado nas mais imponentes catedrais do mundo); para um público exótico e viajante, o CD «Silêncio dos Desertos» (a gravar no coração dos desertos); para um público gótico-mórbido, o CD «Silêncio Mortal» (a gravar em cemitérios); para um público intelectual, o CD «Silêncio Crítico» (a gravar directamente de textos de crítica literária); para um público erótico, o CD «Silêncio do Amor» (a gravar junto à pele de dois amantes apaixonados), e por aí adiante. Juliana estava embasbacada face à cabecinha pensadora do seu Abílio e já pensava nas Caraíbas, imaginando-se de biquini, óculos de chapéu de sol, debaixo do fresco de um coqueiro servida por dois negros nativos, atléticos e apetitosos...
Entretanto, os cornos do Alves cresciam em silêncio... ... Entretanto: «Estes Alves são uns bivalves...», gracejava Abílio... ... Sandra ficou em pulgas, mesmo já não tendo o Bones em casa...
Chesterton. Gilbert Keith Chesterton, um dos grandes escritores britânicos dos séculos XIX/ XX (1874-1936). A Europa-América publica um dos seus clássicos em livro de bolso. «O Homem que era Quinta-Feira» é um magnífico relato político-filosófico em torno dos ideais do anarquismo e da moral humana. Dito mestre do paradoxo, Chesterton tem um discurso denso, elaborado, poético e filosófico. Pena é que o tamanho do corpo da letra desta edição de bolso nos ponha os olhos também em tamanho de bolso... pena também os lapsos de revisão, por vezes graves, muito graves.
X
Abílio vai ao tapete
Nem só os árbitros como o que roubou o Sporting são filhos da puta. É que há diversos modos de roubar, e nenhum é pior que os outros. Roubar é roubar. Ganha quem rouba mais, é a única diferença. Depois, há aqueles que sabem roubar e os que não sabem. Os primeiros, roubam e enriquecem. Os segundos, roubam e caem na merda, o mais das vezes atrás das grades. Abílio, o amante de Juliana, é da estirpe dos primeiros. Tire-se-lhe o chapéu que o homem sabe fazer a coisa. O truque, confessou ele a Juliana entre suores e lençóis, é saber aguardar pelo momento exacto. Ao bom malandro cabe-lhe apenas ser paciente, essa é, sem dúvida, a sua maior virtude. Não fez a coisa por menos, foi num outro dia de lençóis, mas também tapetes, que ouviu da Juliana os pensamentos para o ar do seu marido, o Alves, e logo se lhe fez luz. Os pensamentos sobre o silêncio, estarão recordados. A coisa de isso ser um bom negócio. Mas foi mais longe, nada de pacotinhos ou acções nem coisa que o valha, Abílio ia ser o primeiro vendedor de silêncio. Em que formato? Simples, CDs, CDs de silêncio. Um espectáculo de ideia; foi aí que, rejubilando com a sua inteligência, acabou por rolar com Juliana da cama para o tapete. E até lhe soube bem, aquele «leito» duro, o arranhar nas costas. «Ai, Julí, Julí, que ainda vamos fazer as malas mais cedo do que o que podíamos esperar!»
Cenas da próxima gota:
Se bem o pensou, melhor o fez... ... Calado que nem um rato... ... «O Silêncio é de Oiro» pareceu-lhe apropriado... ... «Cansado do mundo? Ouça o silêncio que temos para si.»...
IX.
Hei-de pensar nisso à séria
É de um tipo se atirar ao silêncio. Mas o mundo não vai permitir, o mundo não deixa, o mundo não vai deixar. A garganta do mundo não se cala. Na garganta do mundo cabem todas as mulheres como Juliana e como Sandra e cabem também todas as estações televisivas do mundo, e cabem ainda todos os comentadores do mundo, de todos os jornais, revistas e televisões, e cabe todo o ruído das cidades, dos trânsitos, do lixo musical, dos cães que ladram à solidão e que se calhar deviam calar-se. Há quanto tempo o mundo não se cala? O silêncio? O silêncio não existe, é uma palavra que devia ser erradicada do dicionário. Não há silêncio desde que o mundo nasceu e desde que nasceu que o seu choro se espalha pelos séculos, atravessa os tempos e vem acolher-se nos nossos ouvidos. Porque é aí que o ruído vive, nos nossos ouvidos, é de nós que se alimenta. Havia de ser um bom negócio, o do silêncio. Silêncio em pacotinhos, silêncio engarrafado, silêncio aos gomos, perfumes de silêncio, acções de silêncio, fundos de silêncio, silêncio em suaves prestações, silêncios a prazo, capitais de silêncio. Hei-de pensar nisso a séria, pensa a brincar Alves, o marido de Juliana enquanto pesca umas e outras da conversa do «Jogo Falado».
Nem só os árbitros como o que roubou o Sporting... ... Tire-se-lhe o chapéu que o homem sabe fazer a coisa... ... Os pensamentos sobre o silêncio, estarão recordados... ... «Ai, Julí, Julí, que ainda vamos fazer as malas»...
Notícia: «O prémio Nobel de Literatura (1998) José Saramago alertou nesta segunda-feira a imprensa colombiana para uma "tentação autoritária" observada em sectores de esquerda que chegaram ao poder na América Latina. José Saramago disse que a esquerda "sofre uma espécie de tentação maligna que é a fragmentação" ao responder a uma pergunta do jornal El Tiempo sobre o ressurgimento de governos desta tendência na América Latina; deu a entender que mantinha suas reservas. "Há uma tendência autoritária em muitos países. Nada restou dos ideais", afirmou o prêmio Nobel, que também adotou um tom crítico com relação aos grupos armados que atuam na Colômbia, incluindo as guerrilhas de esquerda.» Mas onde é que este homem tem andado? Em que mundo tem vivido? Tentação? Só tentação?!
«O Nosso GG em Havana» (Dom Quixote). Escreveu o cubano Pedro Juan Gutiérrez (Matanzas, Cuba, 1950) com a sua verve habitual. Destilando alcoóis e sexo barato quanto baste, tecendo um fresco assaz elucidativo sobre o viver e o sobreviver em Cuba, e em Havana em concreto (cidade à qual já dedicara vários livros). Como mote, um enredo mediano e «apressado», baseado em factos reais ocorridos na década de 50, que tem por protagonista o escritor Graham Greene, alicerçado em duas ou três achegas sobre obscuros interesses político-ideológicos que grassam a ilha de Fidel. Espanta é como Gutiérrez ainda consegue viver e escrever em Cuba!
VIII.
Antes a vozinha do Ricardo
Juliana é uma mulher que gosta de falar. Sandra também. As mulheres, em geral, gostam de falar. As suas conversas são como hipermercados, nelas tudo se encontra, todas as histórias são possíveis e todas são passíveis de intermináveis comentários. O marido de Juliana é que já não a suporta. O homem anda desgraçado da vida. Chega a casa ao fim do dia, de rastos, e ainda tem de levar com as histórias do emprego de Juliana. Hoje foi a vez da história da Sandra, a colega que acredita em coincidências e que, ao que parece, viu uma novela na 4 e que não sei quê, e tudo se assemelhava à sua vida e também havia um cão morto! Que diabo, um cão morto!? E isso é notícia? Faz conversa? Uma merda de cão morto!? Há certamente qualquer anomalia na cabeça destas mulheres, resmunga para consigo Alves, o marido de Juliana que está prestes a ter uma coisa má, pois não há maneira de a mulher o deixar ouvir os comentários do Jorge Gabriel ao seu Sporting e ao filho da puta do árbitro que sancionou o golo com a mão no último jogo para a Liga. «Antes a vozinha do Ricardo», pensa.
Cenas da próxima gota:
É de um tipo se atirar ao silêncio... ... Há quanto tempo o mundo não se cala?... ... Havia de ser um bom negócio, o do silêncio... ... pensa a brincar Alves...
VII.
Que giro!
Era curioso como a história da novela da 4 tinha semelhanças com a história e a vizinhança de Sandra. Porque Bones era o nome do cão de Sandra e porque, ao que vão as coincidências, até havia uma Dona Sandra na história que podia muito bem ser... ela! Que giro! Amanhã no escritório já teria pano para mangas de conversa com a Juliana. Sim, porque Sandra lera um livro e, ao contrário do que lá se dizia, acreditava em coincidências. Pois não era uma coincidência a história da novela? E não era uma coincidência ter encontrado a sua alma gémea no seu agora mais-que-tudo homem de fato cinzento? E não era uma coincidência que também ele, à imagem dos seus anteriores homens de fato cinzento, fosse igualmente casado? Claro que sim.
VI.
O do 7º esquerdo
Houve então um homem, o do 7º esquerdo, que por acaso era canhoto, politicamente à esquerda, usava risca no cabelo do lado esquerdo e tinha um carro com o volante à esquerda, mas que não acreditava em coincidências, que, perante o berreiro do vizinho, ameaçou suicidar-se, coisa que, ao contrário do senhor Azevedo, do rés-do-chão, podia fazer, já que vivia no 7º e o acto pensado de suicídio consistia num voo livre picado. Todos protestaram ao vê-lo acercar-se perigosamente da marquise que dava para o poço onde um certo cão, de sua graça Bones, fora encontrado, ao que parece para ali lançado por miudagem com requintes de malvadez. Ninguém queria mais publicidade negativa no prédio, já bastava o cão, que nem sequer era de nenhum deles, mas pertencia à Dona Sandra, do prédio ao lado, já bastava o choro do homem que, esperando, não foi atender o amor à sua porta e agora definhava em pranto para todo o sempre. Donde que lhe suplicaram que desistisse dos seus intentos. E foi o senhor Azevedo que, após a mais rápida reunião de condóminos do mundo (coisa para figurar no Guiness, e em adenda tal ponto ficou de se tratar em reunião seguinte), e ainda que a contragosto, algo azedo, comunicou ao senhor do 7º que em troca da sua desistência de pôr fim à vida lhe perdoariam o ano e meio de rendas de condomínio em atraso e a promessa de que ele, no ano seguinte, não teria de assumir a administração do prédio. O homem do 7º esquerdo achou bom o negócio e reentrou com o pé direito em casa. Só mais tarde se lembrou de que não resolvera o problema do barulho com a choradeira do senhor que não atendeu o amor e que por isso continuava num pranto desmedido – qual Maria Madalena qual quê!
Cenas da próxima gota:
Era curioso... ... Porque Bones era o nome do cão de Sandra... ... Que giro!... ... Sim, porque Sandra lera um livro... ... Claro que sim...
V.
A testemunha e a carta
Na novela da 4 havia um homem que esperava. Toda a sua vida tinha esperado. Esperado que a sorte lhe batesse à porta, esperado que o amor lhe batesse à porta. Os dias passavam, a campainha tocava, voltava a tocar, insistia novamente, mas ele nem se mexia. Tinha medo, medo que fosse o azar a bater-lhe à porta. Ou então um daqueles meninos chatos a quererem fazer inquéritos à hora do jantar, ou então o sacana do guarda nocturno (a pé a desoras!) a cobrar não sei o quê ou que mensalidade com um ar de quem nos olha e diz «se não passas para cá a massa parto-te o carro todo», ou, quem sabe até, um par de senhoras idosas a quererem vender a fé de Cristo para ajudar à construção de uma igrejola lá na sua freguesia, quem sabe mesmo, uma testemunha de Jeová perguntando se Deus já me visitara! Certa tarde a campainha da porta soou insistentemente, parecendo mais que quem tocava fosse um cobrador, um daqueles tipos de fato negro apostados em só desandar dali para fora quando as dívidas fossem saldadas. O homem que esperava, que toda a sua vida tinha esperado e que, por medo, nunca atendia a porta, nesse dia estremeceu. Enterrou-se no sofá a ouvir a estridência da campainha à medida que suores frios lhe iam assolando o corpo e, quando finalmente, já ao fim da tarde, quem lhe batia à porta desistiu de o fazer, descobriu que tinha ganho uma brutal enxaqueca. Só alguns dias depois, quando recebeu uma carta registada, soube que perdera a oportunidade da sua vida – o amor batera-lhe à porta e ele não atendera. «Lamentamos informá-lo mas acaba de perder a oportunidade de conhecer o amor da sua vida.» O homem caiu então num choro terrível, num berreiro que mais parecia estarem ali a abrirem um porco à facada, e foi uma chatice. Lá no prédio foi uma enorme chatice porque, a partir desse dia, já ninguém conseguia pregar olho.
Houve então um homem, o do 7º esquerdo... ... Todos protestaram ao vê-lo acercar-se perigosamente da marquise... Donde que lhe suplicaram que desistisse dos seus intentos...